Sábado, 02 de abril de 2011.
Publicado por mbassolli@prof.educação.rj.gov.br – Prof. Marcos Bassolli
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http://www.nytimes.com/interactive/2011/03/13/world/asia/satellite-photos-japan-before-and-after-tsunami.html
Conforme indicação do Prof. Paulo Roberto (Geografia), publicamos o link acima, do “The New York Times”, com um recurso que permite visualizar a devastação causada ao Japão pelos recentes acontecimentos.
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http://www.ibge.gov.br/paisesat/main.php
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Marcos Aurélio Bassolli Alves[1]
Nosso pressuposto, fundado na nossa vivência, é de que a percepção da realidade e o conhecimento apresentam-se fragmentados na Escola nos seus diferentes conteúdos e disciplinas. Ao mesmo tempo em que reconhecemos que o avanço do conhecimento é vital para o aumento da produção [e da mais-valia], acreditamos que o acesso às Novas Tecnologias de Informação e Comunicação – NTIC’s pode significar uma mudança no nosso aparato de percepção e concepção[2] da realidade e apontar para uma mudança nas práticas rotineiras e nos hábitos e atitudes dos professores-educadores e dos alunos. “O conhecimento não é fragmentado, é interdependente, interligado, intersensorial. Conhecer significa compreender todas as dimensões da realidade, captar e expressar essa totalidade de forma cada vez mais ampla e integral. Conhecemos mais e melhor conectando, juntando, relacionando, acessando o nosso objeto de todos os pontos de vista, por todos os caminhos, integrando-os da forma mais rica possível”.[i]
Tecnologia educacional – tecnologia na educação
A tecnologia educacional, como campo de estudo, tem seu desenvolvimento na primeira metade do século passado através do emprego de materiais visuais. A utilização de meios audiovisuais com finalidade educativa constitui o primeiro campo da tecnologia educacional, onde a pesquisa e o estudo das aplicações de meios e materiais ao ensino serão constantes nos trabalhos.
A tecnologia educacional, denominada ciência do planejamento do ensino, se configura então como a aplicação operacional das disciplinas (psicológicas, curriculares e filosóficas) para a melhoria e eficácia do processo ensino-aprendizagem.
Nos anos 60, a revolução eletrônica dos meios de comunicação (rádio e tv) contribuirá decisivamente, devido ao seu alcance territorial e comunicativo, para as mudanças nos costumes sociais, na maneira de fazer política e até de se perceber, através dos programas jornalísticos, a economia e a realidade nas suas mais diferentes escalas.
Dessa forma, a tecnologia educacional inicia a década de 1970 consolidando-se como uma disciplina científica que teria o potencial de regular e prescrever a ação educativa. Para a Comissão de Tecnologia Educacional dos Estados Unidos, a Tecnologia Educacional deveria ser entendida como uma “maneira sistemática de projetar, levar a cabo e avaliar o processo de aprendizagem e ensino em termos objetivos específicos, baseados na pesquisa da aprendizagem e na comunicação humana, empregando uma combinação de recursos humanos e materiais para conseguir uma aprendizagem mais efetiva”. (Sancho, 1997)[ii]
Na década de 1980, a UNESCO formulou uma dupla concepção para o conceito de tecnologia educacional avançando ainda mais no seu entendimento: primeiro ela seria concebida como o uso para fins educativos dos meios originados da revolução das comunicações, englobando meios audiovisuais, TV, computadores e outros tipos de hard e software. A outra concepção, mais abrangente, considera o modo sistemático de perceber, conceber e vivenciar o conjunto de processos de ensino aprendizagem como a base da Tecnologia Educacional que se propõe a usar os recursos técnicos e humanos para uma maior eficiência.
As tecnologias educacionais avançam inseridas agora nas NTIC’s onde passam a contar com dispositivos projetados para armazenar, processar e transmitir, de modo flexível e não linear, uma grande quantidade de informações, sons e imagens. Nesse momento, é importante [re] afirmar que os meios em si não constituem toda a tecnologia educacional. Nem mesmo o termo tecnologia educacional é consenso, muitos preferem o termo tecnologias na educação.
Para além dos termos, mais do que consumir criticamente as mídias, podemos produzir as mídias. Até que ponto o “saber fazer” um jornal, quais são suas partes e como se faz sua diagramação pode interferir na nossa absorção das notícias cotidianas? Queremos investigar como essa e outras tarefas como construir um blog, se conectar na Internet, manter um e-mail e estudar nesse ambiente pode inserir a educação [a Escola Pública] na rede de comunicação e informação da sociedade atual.
Acreditamos e queremos investigar também como podem auxiliar na consolidação e constituição do conhecimento, promover mudanças de hábitos e atitudes e também como essa inclusão digital possibilita a inclusão e expansão digital da Escola Pública, como um objeto – fixo do espaço, ligada à rede de comunicação e informação.
A Escola e as tecnologias de informação e comunicação
Para Santos, o espaço é um conjunto indissociável entre fluxos e fixos, nessa direção, acreditamos que a Escola Pública é um ponto, um fixo[iii] – como objeto no território, que pode ser um importante elo nas relações de fluxo de informação e comunicação na sociedade atual.
Ao se tornar um nó na rede, através da sua inclusão digital, a Escola Pública pode envolver não somente os seus alunos, funcionários, Professores e também os pais, mães, irmãos, tias e quase toda a sua comunidade. Nesse sentido, ela é muito importante para ampliação do percentual de universalização da inclusão digital e dos seus desdobramentos, que já são notados, tanto no espaço e no tempo [cotidiano], quanto no mercado do [novo] mundo do trabalho.
Para Ana Clara T. Ribeiro o atual sistema de comunicação faz “parte do aparelho institucional criado para o desenvolvimento de estratégias de controle do território e, em sua face econômica como elo articulador e agilizador dos mercados. Para ela a “psicoesfera” consolida “a base social da técnica e a adequação comportamental à interação moderna entre tecnologia e valores sociais”.[3]
Nessa direção, John Naisbitt afirma que “as telecomunicações e a sua infraestrutura põem as pessoas em contato umas com as outras. Elas exercerão um impacto extraordinário sobre o clima social, político e econômico na comunidade global”. A revolução das telecomunicações é, realmente, uma questão de permitir um acesso maior às comunicações. O constante avanço técnico dos equipamentos e da capacidade das redes de transmissão e comunicação aponta para isso.
Concomitantemente, “nos dias de hoje, é inegável a importância da discussão sobre as tecnologias de informação e comunicação e seus impactos sobre os processos de constituição de conhecimentos, valores e atitudes. Nesse contexto, a escola necessita (re)pensar o seu papel na sociedade, buscando (re)significar as práticas pedagógicas cotidianas, à luz de novos paradigmas” [iv] Os professores e a comunidade escolar estão diante de um novo desafio. Vivemos as adversidades decorrentes de fatores estruturais e de gestão do t&e (Tempo e Espaço) que muitas vezes são as pedras no nosso caminhar.
Por isso, vivenciamos a tecnologia educacional num sentido mais abrangente, isto é, como uma metodologia com fins específicos que utiliza os objetos do meio técnico-científico-informacional, é articulada com o projeto político pedagógico e adequada às práticas pedagógicas dos professores. A tecnologia educacional é um meio para o objetivo final que é uma educação de qualidade e inclusiva. A escola é o melhor lugar do mundo! O que precisamos fazer para que isso realmente aconteça?
“Para isso, o educador deve conhecer as tecnologias de que dispõe para seu uso no processo pedagógico, a fim de subordiná-las aos seus interesses, fazendo da educação um fim e da tecnologia um meio, considerando os tipos de recursos disponíveis para servir aos objetivos educacionais e integrando teoria e prática, atividade intelectual e manual, processos e produtos do desenvolvimento tecnológico aos resultados pretendidos”.[v]
Nos dias de hoje, é inegável a importância da discussão sobre as tecnologias de informação e comunicação e seus impactos sobre os processos de constituição de conhecimentos, valores e atitudes.
Por outro lado, inicialmente o uso do computador na educação procurava imitar o que acontecia na sala de aula – era o conceito de instrução programada, hoje, depois de passar por diferentes etapas, o conceito de ensino por computador incorpora toda a gama das NTIC’s tornando-se uma ferramenta educacional de complementação e aperfeiçoamento nas condições de aprendizagem. Como ferramenta educacional o computador não é só o instrumento que ensina ao aluno, mas o meio com o qual o aluno desenvolve algo
O Professor, além de detentor do conhecimento, visão dita tradicional, passa a trabalhar também com o conceito de que o estudante deve ser ensinado a buscar e a usar a informação para a consolidação e constituição do conhecimento. Ao mesmo tempo começamos a perceber que nós mesmos precisamos e podemos utilizar essas ferramentas no chão da escola e da sala de aula.
A perspectiva de tecnologia educacional que se quer valorizar favorece um processo que conduz à reflexão do homem sobre a sua realidade. Nesse sentido, é também trabalho do Professor promover a reflexão constante do estudante sobre a sua inserção na sociedade, seu lugar no mundo, desde a sua comunidade, o seu lugar de vida, ampliando seu conhecimento e consciência crítica para se situar no mundo.
Esse é o convite que faço a todos, o convite para a construção colaborativa de projetos e práticas de ensino que utilizem os equipamentos presentes no Laboratório de Informática [Educativa], sala de aula compreendida como um espaço interdisciplinar de pesquisa e prática de métodos, instrumentos e recursos didáticos voltados para a inclusão digital, informação, comunicação e consolidação da cidadania.
Acesse o nosso blog e partisse do nosso grupo virtual de discussão, informação e aprendizagem colaborativa, instrumentos que permitem um interferência nas limitações impostas pelo atual modelo de gestão do tempo&espaço da escola e podem contribuir para a realização dos nossos desejos e projetos de construção de uma educação pública de qualidade e de uma escola prazerosa de se estar e trabalhar.
[1] Professor e Orientador Tecnológico no Colégio Estadual Professor Clóvis Monteiro e na Rede Municipal do Rio de Janeiro. Texto apresentado aos Professores e Direção do CEPCM através da publicação no blog do colégio www.cepcm.blogspot.com e texto enviado para o e-mail do grupo no Windows Live® cepcm@groups.live.com em março 2011.
[2] Radicalmente inspirado “A produção do espaço” de H. Lefebvre
[3] Ana Clara T. Ribeiro “Matéria e espírito: o poder (des)organizador dos meios de comunicação” Jorge Zahar, 1991 pp. 44-45.
[i] Novas tecnologias e mediação pedagógica. J.M. Moran, Marcos T. Masetto e Marilda Aparecida Behres. Papirus – 9ª edição
[ii] Sancho, J.M (org) Para uma tecnologia educacional. Ed. Artes Médicas. Porto Alegre, 1997
[iii] A referência é a Milton Santos, aos fixos e fluxos e formam um lugar, em “A natureza do espaço” 3ª edição, Hucitec, 1999.
[iv] Multieducação. Temas em debate. Mídia e Educação. SME. Pág. 5.
[v] NTE para a saúde. Maurício De Seta. Laboratório Informática Fiocruz.
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http://educarparacrescer.abril.com.br/100-erros/
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Aula do Professor Eduardo Duque – Imagem e arte. As TIC´s – Tecnologias de Informação e Comunicação podem ser utilizadas para tornar as nossas aulas mais atrativas e interessantes para os nossos alunos. Podemos também utilizá-las para registrar e divulgar as nossas atividades.
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Colegas Professores(as),
Vejam o link informado pela Coordenação Pedagógica sobre a OFICINA DE FORRÓ que acontece nessa sexta-feira, dia 25 de março, no auditório do nosso CEPCM.
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Informação da Coordenação Pedagógica do nosso Colégio, Profa. Lydia.
Oficina de forró.
Vai ocorrer na próxima sexta, dia 25/3, a partir de 11h e 30 min, no auditório. É necessário fazer inscrições previamente, na Coordenação Pedagógica ou Direção.
Os alunos do 1º turno só podem descer após o término das aulas ao meio dia.
Os professores são Luís Florião e Adriana D'Acri, que têm academia na Tijuca e já se apresentaram até fora do Brasil. Estão formando esta parceria com o Colégio com boa vontade, por serem interessados na escola pública e na cultura nacional.
São só 50 vagas para moças e 50 para rapazes, é necessário que o aluno faça inscrição logo.
Desde já agradeço.
Um abraço,
Lydia
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Colegas Professores(as),
Conforme informação e solicitação da Profa. Luciana Silva – LE, publicamos abaixo o link de acesso ao Programa Nacional do Livro Didático 2012 – Livro didático LE.
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Boaventura de Sousa Santos
No passado dia 8 de março celebrou-se o Dia Internacional da Mulher. Os dias ou anos internacionais não são, em geral, celebrações. São, pelo contrário, modos de assinalar que há pouco para celebrar e muito para denunciar e transformar. Não há natureza humana assexuada; há homens e mulheres. Falar de natureza humana sem falar na diferença sexual é ocultar que a “metade” das mulheres vale menos que a dos homens. Sob formas que variam consoante o tempo e o lugar, as mulheres têm sido consideradas como seres cuja humanidade é problemática (mais perigosa ou menos capaz) quando comparada com a dos homens. À dominação sexual que este preconceito gera chamamos patriarcado e ao senso comum que o alimenta e reproduz, cultura patriarcal.
A persistência histórica desta cultura é tão forte que mesmo nas regiões do mundo em que ela foi oficialmente superada pela consagração constitucional da igualdade sexual, as práticas quotidianas das instituições e das relações sociais continuam a reproduzir o preconceito e a desigualdade. Ser feminista hoje significa reconhecer que tal discriminação existe e é injusta e desejar activamente que ela seja eliminada. Nas actuais condições históricas, falar de natureza humana como se ela fosse sexualmente indiferente, seja no plano filosófico seja no plano político, é pactuar com o patriarcado.
A cultura patriarcal vem de longe e atravessa tanto a cultura ocidental como as culturas africanas, indígenas e islâmicas. Para Aristóteles, a mulher é um homem mutilado e para São Tomás de Aquino, sendo o homem o elemento activo da procriação, o nascimento de uma mulher é sinal da debilidade do procriador. Esta cultura, ancorada por vezes em textos sagrados (Bíblia e Corão), tem estado sempre ao serviço da economia política dominante que, nos tempos modernos, tem sido o capitalismo e o colonialismo. Em Three Guineas (1938), em resposta a um pedido de apoio financeiro para o esforço de guerra, Virginia Woolf recusa, lembrando a secundarização das mulheres na nação, e afirma provocatoriamente: “Como mulher, não tenho país. Como mulher, não quero ter país. Como mulher, o meu país é o mundo inteiro”.
Durante a ditadura portuguesa, as Novas Cartas Portuguesas publicadas em 1972 por Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, denunciavam o patriarcado como parte da estrutura fascista que sustentava a guerra colonial em África. “Angola é nossa” era o correlato de “as mulheres são nossas (de nós, homens)” e no sexo delas se defendia a honra deles. O livro foi imediatamente apreendido porque justamente percebido como um libelo contra a guerra colonial e as autoras só não foram julgadas porque entretanto ocorreu a Revolução dos Cravos em 25 de Abril de 1974.
A violência que a opressão sexual implica ocorre sob duas formas, hardcore e softcore. A versão hardcore é o catálogo da vergonha e do horror do mundo. Em Portugal, morreram 43 mulheres em 2010, vítimas de violência doméstica. Na Cidade Juarez (México) foram assassinadas nos últimos anos 427 mulheres, todas jovens e pobres, trabalhadoras nas fábricas do capitalismo selvagem, as maquiladoras, um crime organizado hoje conhecido por femicídio. Em vários países de África, continua a praticar-se a mutilação genital. Na Arábia Saudita, até há pouco, as mulheres nem sequer tinham certificado de nascimento. No Irão, a vida de uma mulher vale metade da do homem num acidente de viação; em tribunal, o testemunho de um homem vale tanto quanto o de duas mulheres; a mulher pode ser apedrejada até à morte em caso de adultério, prática, aliás, proibida na maioria dos países de cultura islâmica.
A versão softcore é insidiosa e silenciosa e ocorre no seio das famílias, instituições e comunidades, não porque as mulheres sejam inferiores mas, pelo contrário, porque são consideradas superiores no seu espírito de abnegação e na sua disponibilidade para ajudar em tempos difíceis. Porque é uma disposição natural. não há sequer que lhes perguntar se aceitam os encargos ou sob que condições. Em Portugal, por exemplo, os cortes nas despesas sociais do Estado actualmente em curso vitimizam em particular as mulheres. As mulheres são as principais provedoras do cuidado a dependentes (crianças, velhos, doentes, pessoas com deficiência). Se, com o encerramento dos hospitais psiquiátricos, os doentes mentais são devolvidos às famílias, o cuidado fica a cargo das mulheres. A impossibilidade de conciliar o trabalho remunerado com o trabalho doméstico faz com que Portugal tenha um dos valores mais baixos de fecundidade do mundo. Cuidar dos vivos torna-se incompatível com desejar mais vivos.
Mas a cultura patriarcal tem, em certos contextos, uma outra dimensão particularmente perversa: a de criar a ideia na opinião pública que as mulheres são oprimidas e, como tal, vítimas indefesas e silenciosas.
Este estereótipo torna possível ignorar ou desvalorizar as lutas de resistência e a capacidade de inovação política das mulheres. É assim que se ignora o papel fundamental das mulheres na revolução do Egipto ou na luta contra a pilhagem da terra na Índia; a acção política das mulheres que lideram os municípios em tantas pequenas cidades africanas e a sua luta contra o machismo dos lideres partidários que bloqueiam o acesso das mulheres ao poder político nacional; a luta incessante e cheia de riscos pela punição dos criminosos levada a cabo pelas mães das jovens assassinadas em Cidade Juarez; as conquistas das mulheres indígenas e islâmicas na luta pela igualdade e pelo respeito da diferença, transformando por dentro as culturas a que pertencem; as práticas inovadoras de defesa da agricultura familiar e das sementes tradicionais das mulheres do Quénia e de tantos outros países de África; a resposta das mulheres palestinianas quando perguntadas por auto-convencidas feministas europeias sobre o uso de contraceptivos: “na Palestina, ter filhos é lutar contra a limpeza étnica que Israel impõe ao nosso povo.
Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal)
Colegas Professores, Coordenação Pedagógica e Direção,
Informamos que o nosso amigo, Prof. Paulo Roberto Pereira Costa, Geografia, está trabalhando na confecção de uma Planilha Eletrônica para o trabalho com os conteúdos pedagógicos e de avaliação dos alunos(a) dos DIÁRIOS DE CLASSE.
Em breve poderemos enviar, por e-mail, a PLANILHA para que todos possam utilizá-la. Acreditamos que essa ferramenta poderá ajudar o trabalho de registro das nossas atividades pedagógicas e contribuir significativamente~, tanto de forma individual como coletiva (COC´s) para os procedimentos de avaliação dos nossos alunos(as).
Você tem acesso ao ambiente Windows Live para acessar o seu e-mail institucional e assim interagir com o nosso Grupo?
Você tem o seu e-mail institucional “ativo e operante”?
Você sabia que pode entrar no nosso grupo com outro e-mail qualquer?
Você tem acesso ao nosso GRUPO Windows Live?
Formas de contato:
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Existem muitas possibilidades de utilizarmos as TIC´s – Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação. Podemos utilizá-las para nos comunicarmos com os nossos Professores e colegas e para nos informarmos sobre os fatos e fenômenos naturais que estão em curso na nossa cidade, no nosso país e no mundo. Também podemos utilizar a internet para fazermos pesquisas, ampliarmos e consolidarmos os conhecimentos das diferentes disciplinas.
Nas fotos abaixo o registro do uso do lied pelos alunos(as) da turma 2010.
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| 1 | NTDH-1303 | Início: 14/03/2011 | Novas Tecnologias – Desafios de Hoje - 1303 | |
| 2 | REPW-1301 | Início: 14/03/2011 | Recursos de Pesquisa na Web - 1301 | |
| 3 | PI03-1314 | Início: 19/04/2011 | Educação Digital 2 - 1314 | |
| 4 | INET-1302 | Início: 15/03/2011 | Introdução à Internet - 1302 | |
| 5 | IULF-1317 | Início: 29/03/2011 | Introdução ao uso do Laptop como ferramenta pedagógica - 1317 | |
| 6 | MCLE-1305 | Início: 16/03/2011 | Conhecendo as Possibilidades do Linux Educacional - 1305 | |
| 7 | EPPI-1301 | Início: 23/03/2011 | Elaboração de Projetos – Proinfo Integrado - 1301 | |
| 8 | NTDH-1304 | Início: 14/03/2011 | Novas Tecnologias – Desafios de Hoje - 1304 | |
| 9 | TRCM-1303 | Início: 16/02/2011 | Trabalhando com Mídias - 1303 | |
| 10 | INET-1303 | Início: 14/03/icado2011 | Introdução à Internet - 1303 | |
| 12 | SEIN-1301 | Início: 30/03/2011 | SEGURANÇA NA INTERNET - 1301 |
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Em consonância com as atribuições da função de Orientador Tecnológico e de forma a contribuir para as atividades didático-pedagógicas vamos oferecer, para os Professores, os seguintes cursos e oficinas:
Para facilitar e incentivar a participação dos nossos Professores(a), os eventos ocorrerão nas dependências do nosso Colégio, no LIED – Laboratório de Informática Educativa.
Turnos e horários serão definidos e divulgados em breve.
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Plano de Metas da Educação do Rio de Janeiro: do economicismo ao cinismo
Gaudêncio Frigotto, Vânia da Motta, Zacarias Gama e Eveline Algebaile
Em artigo, pesquisadores Gaudêncio Frigotto, Vânia da Motta, Zacarias Gama e Eveline Algebaile analisam a política anunciada pela secretaria estadual de educação para o Estado do Rio de Janeiro, que associa a gratificação aos docentes ao cumprimento de metas. Para eles, o estado caminha na contramão das resoluções da Conferência Nacional de Educação
Em entrevista ao Globo News, o Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Risolia, na sexta-feira, dia 07.01.2011, anunciou as cinco frentes de trabalho para a educação pública ao longo dos próximos quatro anos. Em extensa matéria, sob o título Choque na Educação, o jornal O Globo (08.10.2011, p. 14) detalha estas medidas. Confessamos que ficamos estarrecidos pelo caráter economicista e tecnocrático, e pela superficialidade das medidas propostas.
As cinco frentes de trabalho apresentadas teriam como objetivo atacar as questões pedagógicas, o remanejamento de gastos, a rede física, o diagnóstico de problemas e os cuidados com os alunos. As medidas mais destacadas, porém, foram a implantação de um regime meritocrático para a seleção de gestores; a realização de avaliações periódicas; o estabelecimento de metas de desempenho para balizar a concessão diferenciada de gratificações aos docentes; e a revisão das licenças dos 8 mil professores em tratamento de saúde. Ou seja, medidas que reforçam a ideia de que, no fim das contas, os profissionais da educação são os responsáveis pelos problemas educacionais, resumidos, por sua vez, aos baixos índices obtidos pela rede estadual no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Um exemplo da lógica de suspeição aí implicada é a contratação de uma empresa privada para passar um pente fino nas licenças médicas, sinalizando um duplo pré-julgamento: aos profissionais de saúde que concederam a licença e aos próprios professores que buscaram atendimento. Por certo, há implícita uma meta de quantos destes não podem passar no pente fino e deverão, agora saudáveis e motivados, voltar às salas de aula.
Trata-se, portanto, de uma proposta que não vai ao fundamental e pega o pior atalho: premiar quem chega às metas, metas imediatistas, de lógica produtivista, que não incorporam medidas efetivas voltadas para uma educação pública de qualidade. A lógica subjacente à proposta, que já está sendo chamada de choque de gestão de administração, apenas trabalha com dois conceitos fundamentais: forçar o professorado a produzir um IDEB elevado, sem efetivamente melhorar as suas condições de trabalho, e baratear o custo da educação adotando, de imediato, a meta conservadora de economizar R$ 111 milhões dos gastos. Uma lógica tecnocrata que reconhece somente cálculos de custos e de benefícios, que vê as pessoas apenas como dados, destituídos de vontade e voz, indo de encontro às próprias bases ideológicas liberais e neoliberais que ainda consideravam o homem dotado de livre iniciativa, mesmo em sua forma de indivíduo, homo economicus.
O espantoso é que a Secretaria de Estado do Rio, com essa proposta, caminha visceralmente na contramão dos encaminhamentos concluídos nas reuniões da Conferência Nacional de Educação de 2010, do que foi acordado no novo Plano Nacional de Educação e do que vem sendo discutido no Fórum Estadual em Defesa da Escola Pública, há poucos dias instalado por dezenas de entidades ligadas à educação, à cultura, aos movimentos sociais e às instituições de ensino e científicas do estado do Rio de Janeiro. Mais que isso, em total dissonância com a indicação que a Presidente da República, Dilma Rousseff, fez em seu discurso de posse, para enfrentar o problema da educação: reconhecer o professor como a autoridade pedagógica de fato e de direito.
"Mas só existirá ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada, remuneração adequada e sólido compromisso com a educação das crianças e jovens". (Dilma Rousseff, Discurso de posse, 01.01.2011).
Os debates e proposições aí implicados vêm afirmando insistentemente que não se fará educação de qualidade sem restituir às instituições plenas condições de funcionamento, tornando-as atrativas e adequadas ao bom aprendizado dos alunos; sem garantir, aos profissionais da educação, as condições de trabalho que favoreçam o efetivo exercício da autoria pedagógica e da atuação coletiva na construção do processo educativo escolar; sem dar sustentação a cada escola para que ela se torne o lugar de uma experiência participativa efetivamente capaz de ampliar seus sentidos como instituição pública.
Ignorando os acúmulos desse debate, a Secretaria aposta exatamente no seu contrário, impulsionando a estandardização da rede estadual, por meio da subordinação de sua organização e gestão pedagógica a critérios mercantis, e da sujeição de suas instituições e profissionais a relações de disputa e concorrência.
A estandardização da educação, dura e seriamente questionada hoje por vários setores da sociedade, camufla-se, comumente, por meio do discurso do mérito, do desempenho, da competência e da eficiência, omitindo a grave responsabilidade das próprias elites e do Estado, no Brasil, na longa história de produção reiterada de uma escola precária para a grande maioria da população. Caracteriza-se principalmente, no entanto, pelo estabelecimento de mecanismos padronizados capazes de operar o posicionamento diferenciado dos profissionais e das instituições, reiterando a produção desigual da escola por meio da sua suposta "modernização".
A instituição de premiações, a contratação de empresas gestoras de processos, o estabelecimento de mecanismos de avaliação orientados para a produção de rankings, a instauração de regimes de trabalho que associam a concessão de gratificações diferenciadas à atuação de profissionais e instituições em processos concorrenciais semelhantes a gincanas são exemplos dos mecanismos que operam essa crescente diferenciação. Seus resultados são já bem conhecidos: a intensificação do estabelecimento de regimes e estatutos profissionais diferenciados; a desagregação do professorado em decorrência da instauração de relações concorrenciais entre professores e entre escolas; o não reconhecimento do professor como profissional capaz de dispor sobre o próprio trabalho; a subordinação da gestão educacional e da ação escolar a agentes externos não coadunados com os fins e a função pública da educação; a consolidação de padrões desiguais de formação escolar.
Sem situar o professorado no coração do processo de resgate da qualidade da educação fluminense, melhorando significativamente o seu salário, carreira docente e condições objetivas de trabalho, não há perspectiva real de alterar de fato o atual quadro da educação básica, como sublinhou, também, o ex-Ministro de Assuntos Estratégico, Samuel Pinheiro Guimarães, no Seminário organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da UERJ - Qual desenvolvimento e Educação e para que Sociedade? - e do qual o atual Secretário de Educação do Estado participou na abertura.Recentemente, os Senadores Pedro Simon e Cristovam Buarque apresentaram Projeto de Lei pelo qual se estenderia o mesmo reajuste salarial aprovado para os Senadores, de 61,78%, para os professores da educação básica das escolas públicas. Os Senadores tomaram como referência a menor base do piso (não reconhecida pelas entidades que representam os professores, que era de R$ 1.024,00). Esse percentual de aumento representa, de fato, uma novidade, se considerarmos que os reajustes dos profissionais do campo das políticas públicas raramente se aproximaram das nababescas auto-concessões do legislativo e do judiciário. Deve-se, porém, observar que, aplicando aquele reajuste, o piso seria de R$ 1.656,62, 16,13 vezes menor que o salário pago aos parlamentares a cada mês: R$ 26.723,13; o equivalente a 3 salários mínimos. Cabe lembrar aqui que os professores não tem o acréscimo de verba de representação para a compra de roupa, livros, correio, transporte, vale alimentação, etc. E, com certeza, o nível de escolaridade médio dos deputados e senadores não é diferente, talvez menor do que dos professores.
Perguntas de quem não quer calar-se perante o cinismo: Por que não colocar o mesmo piso de 1.656,62 aos ministros, governadores, deputados, senadores, prefeitos, vereadores, judiciário, professores universitários, juízes, desembargadores, delegados, generais, etc. e estabelecer uma espécie de IDEB de cada função, com metas quantitativas, oferecendo ao final de cada ano mais três destes salários-base por produtividade? Quem se candidataria a tão nobres funções por essa mixaria e com tal pressão e controle? Por que não, também, estipular este valor como margem máxima de lucro para os banqueiros e empresários? Já imaginaram? Pois, senhores, estão oferecendo esta mixaria aos que cuidam da educação básica da maioria do povo brasileiro (a escola pública no segmento da educação básica - do ensino fundamental ao médio - atende mais de 80%dos estudantes), menos, certamente, dos filhos das profissões ou atividades, entre outras, listadas acima.
Os milhares de professores que atuam na educação pública brasileira podem ser tudo, menos idiotas. O que se está propondo no Estado do Rio de Janeiro e em muitos outros estados e municípios (entre os quais do Rio de Janeiro que se antecipou ao estado) resulta de opções tecnocratas, apoiadas na ideia de que a educação não é um direito social e subjetivo, mas um serviço, uma mercadoria e, por isso, como a define o Secretário, um "negócio falido" como qualquer outro. Nesse quadro, os docentes são tidos como meros entregadores dos pacotes de conteúdos previamente preparados por economistas, administradores, empresários... que se assumem como "autoridades em educação".
Professores, pais, responsáveis, jovens e estudantes, unamo-nos às dezenas de entidades que instalaram em dezembro de 2010 o Fórum Estadual em Defesa da Educação Pública no estado do Rio de Janeiro, no dia 23 de fevereiro próximo, na UERJ, para dizer alto e em bom som: não queremos ser idiotizados. Não reconhecemos essas medidas como legítimas, porque ignoram a história de luta da sociedade brasileira de quase um século pelo direito efetivo à educação pública de qualidade.
Artigo publicado no Jornal Folha Dirigida de 11/01/2011
Os autores são professores do Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Vânia da Motta é professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
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Fonte: http://www.epsjv.fiocruz.br/index.php?Area=Noticia&Num=464
Professores(as),
Conforme publicado no site da SEEDUC, para ciência de todos:
“Em breve, a sua escola receberá três pastas com o Currículo Mínimo 2011. Este material serve como referência a todas as nossas escolas, apresentando as competências, habilidades e conteúdos básicos que devem estar contidos nos planos de curso e nas aulas. Sua finalidade é orientar, de forma clara e objetiva, os itens que não podem faltar no processo de ensino-aprendizagem, em cada disciplina, ano de escolaridade e bimestre.
Mas você já pode acessar o material para preparar suas aulas:
Língua Portuguesa/Literatura
Matemática
História
Geografia
Filosofia
Sociologia
IMPORTANTE: Neste primeiro momento, foram desenvolvidos o Currículo Mínimo para os anos finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio regular, nesses seis componentes. Dentro de um contexto de priorização das necessidades, entendemos que estas disciplinas, bem como esses níveis, segmentos e modalidades de ensino, tiveram urgência no estabelecimento de um Currículo Mínimo. Todavia, estamos cientes de que este é apenas o passo inicial nessa longa caminhada que continuará com o desenvolvimento das demais disciplinas, além de material específico para as turmas de Educação de Jovens e Adultos, Ensino Médio Normal – formação de professores – e também para as turmas dos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Orientações curriculares
Enquanto o Currículo Mínimo dessas outras disciplinas, segmentos e modalidades está sendo desenvolvido, você pode utilizar como referência as orientações curriculares anteriores da SEEDUC sobre os conteúdos, competências e habilidades que devem ser trabalhados pelos professores da rede em suas aulas. Na proposta curricular de cada componente abaixo, busca-se estabelecer uma base comum no currículo da rede estadual, que norteie e aproxime as atividades educacionais desenvolvidas em cada escola. Acesse:
Língua Estrangeira
Educação Física
Ciências, Biologia, Física e Química
Educação Artística
Diretrizes Curriculares para os anos iniciais do Ensino Fundamental
Os professores do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental também podem contar com as Diretrizes Curriculares para os anos iniciais do Ensino Fundamental. Este conteúdo quer provocar a reflexão sobre a prática do ensino e promover o seu aperfeiçoamento profissional.
Diretrizes Curriculares – anos iniciais do Ensino Fundamental
Diretrizes Curriculares - Versão esquemática
Orientações Curriculares: EJA e Ensino Médio Normal - Formação de Professores
Para a Educação de Jovens e Adultos e o Ensino Médio Normal, os professores podem buscar referências também nos livros da antiga Reorientação Curricular, de 2006, para planejar as suas práticas:
Livro IV – Curso Normal
Livro V – Educação de Jovens e Adultos – Ensino Fundamental (anos finais)
Livro VI – Educação de Jovens e Adultos – Ensino Médio
Contamos com a utilização deste Currículo Mínimo por todos os professores da rede estadual de ensino. Colocamo-nos à disposição, pelo endereço eletrônico curriculominimo@educacao.rj.gov.br para esclarecimentos e sugestões, comentários e críticas, que serão bem-vindos e necessários à revisão reflexiva das nossas ações.
É possível entrar em contato direto com a equipe de cada disciplina, pelos e-mails:
matematica@educacao.rj.gov.br
linguaportuguesa@educacao.rj.gov.br
historia@educacao.rj.gov.br
geografia@educacao.rj.gov.br
filosofia@educacao.rj.gov.br
sociologia@educacao.rj.gov.br “
Publicado por mbassolli@prof.educacao.rj.gov.br – Prof.Marcos Bassolli
Saudações Geográficas aqui da Cidade Maravilhosa de São Jorge, O Guerreiro e de São Sebastião do Rio de Janeiro,
Se o povo brasileiro fosse tão solidário nas ações políticas coletivas quanto é na dor, com certeza, viveríamos num país melhor.
Nos mais diferentes veículos de mídia, muitos postaram comentários e análises sobre a tragédia que se abateu sobre as cidades e as pessoas que vivem na Região Serrana do Rio de Janeiro, especialmente os municípios de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.
Nesses últimos 40 anos vividos no Rio e conhecendo um pouco a sua região serrana, acrescento um ponto de vista para pensarmos essa tragédia: o fato social e o fenômeno natural. Fato social como a construção do espaço e fenômeno natural como os condicionantes geomorfológicos e climáticos. Tempo&Espaço.
A chuva é forte na zona da mata mineira, sul de Minas e São Paulo.
Não parou ainda de chover ou já passou a época das chuvas.
O que percebemos na mídia "global" é a ocupação maior desses fatos na grade diária de todos os segmentos, impressa-radiofônica-televisiva-internet. O que o povo quer e precisa ver pode ser direcionado, disso estamos "safos".
Uma novidade nesse cenário está com as redes sociais mesmo com as consequências também catastróficas na infraestrutura elétrica e das redes de comunicação. Nas cidades mais atingidas, a telefonia celular, por exemplo, ficou fora do ar por muito tempo.
Conforme noticiou a grande mídia, uma novidade que não tínhamos foi revelada: não temos um plano de prevenção e ações nesse tipo de evento. Não temos um gabinete de governos centralizado e conectado com as TIC´s - Tecnologias de Informação e Comunicação disponíveis a despeito do alerta emitido pelo Inmet e das fotografias de satélites estarem aí pra todos verem. O [novíssimo] radar meteorológico, instalado no Sumaré ( Cidade do Rio de Janeiro), identificou as nuvens carregadas. A informação foi repassada? Houve comunicação entre governos? Ações?
Fruto do movimento de solidariedade que se espalhou pela sociedade carioca-fluminense. A uma verdadeira rede de captação de donativos, Ong´s, bares, igrejas, cooperativas de táxi, shoppings somaram-se às iniciativas individuais e participam efetivamente da situação. Nisso, estamos dando um verdadeiro “show-de-bola”.
Enquanto isso, velhas mazelas e equívocos são expostos nos deslizamentos e nas enxurradas de lama da pobreza, da ignorância e do descaso. Fala território! Para podemos perceber e construir uma vida mais justa e digna para todos precisamos de educação, formação e capacitação territorializada dos agentes do estado e da sociedade.
Fica o grande exemplo de solidariedade e de iniciativas de ajuda que estão acontecendo e a torcida para que não volte a chover forte.
publicado por mbassolli@prof.educacao.rj.gov.br – Prof. Marcos Bassolli